A literatura brasileira contemporânea e a pandemia em Deus, o que quer de nós?, de Ignácio de Loyola Brandão (2022)
DOI:
https://doi.org/10.24302/prof.v13.6207Resumo
Este artigo toma como objeto de análise o romance de Ignácio de Loyola Brandão (2022), Deus, o que quer de nós?, que tem como mote da criação literária a pandemia da Covid-19. A pandemia teve um impacto profundo na sociedade e, por consequência, na produção literária contemporânea, gerando uma série de obras que buscam representar os desafios e as transformações provocadas por esse período de perturbação mundial. A narrativa põe à mostra o impacto emocional provocado pela pandemia no narrador protagonista devido ao isolamento social e à morte de sua esposa Neluce, evidenciando os dilemas e impasses que extrapolam a esfera individual, porque traduzem a vulnerabilidade humana em tempos de crise. O estudo fundamenta-se em pesquisa bibliográfica e abordagem quantitativa/qualitativa, articulando análise interpretativa da obra e coleta de dados, por meio de formulário elaborado na plataforma Google Forms. A discussão dialoga com aportes teóricos e críticos de Rosenfeld (1976), Michaud (1989), Resende (2008), Hilário (2013), Aguiar (2021), Birman (2021), entre outros estudiosos, de modo a dar suporte à análise e situar o romance no panorama da literatura contemporânea. Os resultados indicam que a obra não apenas reflete a experiência vivenciada pelo indivíduo no âmbito da pandemia da Covid-19, mas também reafirma o papel da literatura brasileira contemporânea como espaço de memória e crítica social.
Palavras-chave: literatura brasileira contemporânea; pandemia; Deus, o que quer de nós?; Ignácio de Loyola Brandão.
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