Correlação entre incidência de sífilis congênita e cobertura pré-natal no Brasil (2020–2023)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24302/rmedunc.v5.6193

Palavras-chave:

Sífilis congênita, Cuidado pré-natal, Triagem, Transmissão vertical de doença infecciosa, Saúde materno-infantil.

Resumo

Introdução: A sífilis congênita permanece elevada no Brasil, apesar da ampliação recente do acesso ao pré-natal e da testagem durante a gestação. Esse descompasso sugere falhas qualitativas na linha de cuidado para prevenção da transmissão vertical. Objetivo: Avaliar a evolução da incidência de sífilis congênita (2020–2023) e sua relação com a cobertura de testagem pré-natal e início precoce de cuidado. Métodos: Estudo descritivo com dados secundários dos Boletins Epidemiológicos de Sífilis do Ministério da Saúde (edições 2021–2024) e indicadores operacionais do pré-natal. Analisaram-se casos, incidência por 1.000 nascidos vivos (NV), óbitos e mortalidade infantil específica, cobertura trimestral de testes para sífilis/HIV (1º–3º trimestres) e número de gestantes com 1º atendimento até 12 semanas (2020–2023). Aplicou-se ANOVA para comparação entre anos. Resultados: A cobertura de exames subiu de 34% (2020) para 70% (2022; (p<0{,}05)) e manteve-se em 67,3% (2023); o 1º atendimento até 12 semanas aumentou de 922.719 (2020) para 1.470.323 (2023; (p<0{,}05)). A incidência manteve-se alta: 7,7/1.000 NV (2020), 9,9 (2021), 10,3 (2022) e 9,9 (2023); óbitos oscilaram entre 186 (2020) e 200 (2022). Conclusões: Ganhos de cobertura não se traduziram em queda sustentada da incidência, indicando gargalos em diagnóstico oportuno, tratamento adequado (incluindo parcerias), seguimento e integração da rede assistencial. Implicações: Políticas devem priorizar qualidade, continuidade e equidade do cuidado, com monitoramento de indicadores de efetividade.

Biografia do Autor

  • Laís Destri dos Santos, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduando em Medicina pela Universidade do Contestado. Concórdia. Santa Catarina. Brasil. 

  • Julia Lavignia Wolff de Azevedo, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduando em Medicina pela Universidade do Contestado. Concórdia. Santa Catarina. Brasil.

  • Naiara Caroline Ludwig, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduando em Medicina pela Universidade do Contestado. Concórdia. Santa Catarina. Brasil. 

  • Catarinne Peruci, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduando em Medicina pela Universidade do Contestado. Concórdia. Santa Catarina. Brasil. 

  • Felipe de Lima Gomes, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduando em Medicina pela Universidade do Contestado. Concórdia. Santa Catarina. Brasil. 

  • Bruna Andressa Jung da Silva, Universidade do Contestado (UNC)

    Graduada em Medicina, Universidade do Estado do Amazonas, Concórdia. Santa Catarina. Brasil. 

  • Bernardo Mattiello Cazella, Universidade do Contestado (UNC)

    Mestre em Biociências e Saúde, Universidade do Contestado - Concórdia. Santa Catarina. Brasil.

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Publicado

2026-06-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

1.
Santos LD dos, Azevedo JLW de, Ludwig NC, Peruci C, Gomes F de L, Silva BAJ da, et al. Correlação entre incidência de sífilis congênita e cobertura pré-natal no Brasil (2020–2023). Rev med UNC [Internet]. 8º de junho de 2026 [citado 10º de junho de 2026];5:1-12. Disponível em: https://periodicos.unc.br/index.php/revmedunc/article/view/6193