Análise da taxa de utilização e proposição de escala operacional em unidade de pronto atendimento de pequeno porte
DOI:
https://doi.org/10.24302/rmedunc.v5.6259Palavras-chave:
Gestão em Saúde, Rede de Atenção às Urgências e Emergências, Sistema Único de SaúdeResumo
Introdução: A organização dos serviços de urgência e emergência é desafiada pela variabilidade da demanda e pelo uso frequente para condições de baixa complexidade, comprometendo a resolutividade e a estabilidade operacional. Objetivo: Analisar a taxa de utilização diária de uma unidade de pronto atendimento em município de pequeno porte e propor uma escala de faixas operacionais baseada na distribuição empírica da demanda. Metodologia: Estudo observacional, descritivo e quantitativo, com análise retrospectiva de dados secundários referentes a todos os atendimentos realizados entre outubro de 2024 e setembro de 2025 (365 dias). Foram calculadas medidas descritivas, taxas por 1.000 habitantes/dia, realizada análise de normalidade, definidos percentis operacionais e identificados valores extremos. Resultados: Observou-se média de 88,6 atendimentos/dia, com distribuição assimétrica à direita e taxa mediana de 8,6 atendimentos por 1.000 habitantes/dia. A demanda concentrou-se no período diurno e apresentou picos no início da semana, sendo que dias acima do percentil 99 caracterizaram sobrecarga assistencial. Conclusão: A variabilidade da demanda mostrou-se estrutural e pode ser convertida em ferramenta gerencial, subsidiando o dimensionamento dinâmico de recursos por meio da escala de faixas operacionais proposta.
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