Análise da sazonalidade do atendimento em uma unidade de pronto atendimento de município do interior do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.24302/rmedunc.v5.6260Palavras-chave:
políticas, planejamento e administração em saúde, vigilância de serviços de saúde, epidemiologia e bioestatísticaResumo
Introdução: conhecer a demanda real de um serviço de saúde é o fundamental para o planejamento de políticas públicas de saúde. A análise quantitativa da sazonalidade da demanda por atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ocorreu em um município de 10.233 habitantes situado a 70 km de Curitiba. Objetivo: estratificar a demanda e a sazonalidade dos atendimentos em uma UPA ao longo do ano com a finalidade de identificar elementos de estresse do sistema. Metodologia: realizou-se abordagem quantitativa e descritiva da demanda por atendimentos, seguida da análise da normalidade da distribuição do total de atendimentos pelo teste de Shapiro–Wilk e D’Agostino–Pearson. A análise da distribuição semanal da demanda foi realizada pelo método STL, bem como a observação da autocorrelação se deu pelos ACF e PACF. Resultados: A demanda diária apresentou elevada variabilidade e padrão temporal estruturado. Observou-se diferença significativa entre os dias da semana, com pico às segundas-feiras e menor volume aos domingos. O turno diurno concentrou aproximadamente 73% dos atendimentos, determinando a variabilidade diária. A análise temporal identificou sazonalidade exclusivamente semanal, com persistência do padrão ao longo de semanas consecutivas. Não houve sazonalidade anual; a variação mensal mostrou flutuações irregulares e concentração de dias de alta demanda. Conclusão: observou-se a existência de maior demanda de atendimentos no início da semana, o que pode ser reflexo da menor oferta de serviços de atenção primária nos finais de semana. Ademais, percebe-se que nos principais feriados nacionais ao longo do ano há menor taxa de utilização do serviço.
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