O uso de N-acetilcisteina durante o transplante hepático: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.24302/rmedunc.v5.6272Palavras-chave:
transplante hepático, isquemia reperfusão, N-acetilcisteínaResumo
Uma das complicações mais frequentes após o transplante hepático consiste na lesão decorrente do processo de isquemia e reperfusão do enxerto. As infusões de N-acetilcisteína têm sido amplamente empregadas na tentativa de atenuar os danos hepáticos associados a esse fenômeno. O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura, utilizando descritores específicos nas bases de dados PubMed, LILACS e SciELO, a fim de identificar e analisar artigos de reconhecida relevância sobre o tema. Inicialmente, foram selecionados 64 estudos publicados nos últimos 25 anos, em português e/ou inglês. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, quatro artigos atenderam plenamente aos objetivos propostos, compondo um corpo de evidências que abordou o uso da N-acetilcisteína (NAC) no transplante hepático. Os resultados observados mostraram-se heterogêneos, refletindo as variações metodológicas entre os estudos, especialmente no que se refere à dose, à via de administração e ao momento da aplicação da NAC. Conclui-se que, apesar do potencial hepatoprotetor da N-acetilcisteína, ainda não existem evidências clínicas robustas que sustentem sua recomendação para uso rotineiro no perioperatório do transplante hepático
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