Psicobióticos no tratamento da ansiedade e depressão: revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.24302/sma.v15.6168Resumo
O interesse pela relação entre o microbioma intestinal e a saúde mental é crescente, especialmente na ansiedade e depressão, pois os probióticos, microrganismos residentes no intestino, influenciam no equilíbrio da fisiologia e da saúde mental. A ansiedade apresenta sintomas como medo, angústia, excesso de pensamentos e preocupações, enquanto na depressão, manifestam-se a falta de motivação, sensação de incapacidade, insônia ou sono excessivo. Revisão integrativa empregando as bases de dados: SciELO, EBSCO e PubMed, incluiu ensaios clínicos, estudos experimentais e observacionais cujo desfecho primário avaliou o emprego de psicobióticos no tratamento da ansiedade e depressão. A busca resultou em 2355 registros publicados entre os anos 1998 e 2025, sendo selecionados 21 estudos para a revisão, publicados entre os anos de 2017 e 2025. A composição dos probióticos na intervenção incluiu principalmente cepas de Lactobacillus spp. e Bifidobacterium spp. A maior parte dos estudos foi realizada na China e no Reino Unido. A triagem incluiu 1384 pacientes, a maioria, 65,25% (n=903) mulheres e um estudo destacou-se com número superior de participantes (n=200). A pesquisa mais longa teve 16 semanas de análise, sendo a maioria de 8 semanas. O transtorno depressivo maior apareceu em 66,67%(n=14) dos estudos. Os resultados dos ensaios clínicos observados foram positivos, tanto para os psicobióticos isolados como em associação à farmacoterapia tradicional, apresentando redução dos sintomas e sua gravidade, melhor qualidade de vida e bem-estar dos pacientes. Não se observaram efeitos colaterais significativos relacionados aos psicobióticos. Essa pesquisa demonstra que os psicobióticos são uma abordagem promissora de terapia adjuvante ao tratamento da depressão e ansiedade com base na melhora dos sintomas.
Palavras-Chave: probióticos; transtornos mentais; terapias complementares.
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