Leishmaniose visceral no Maranhão: perfil de casos notificados entre 2013 e 2022
DOI:
https://doi.org/10.24302/sma.v15.6245Resumen
Introdução: A Leishmaniose Visceral (LV) é uma protozoose grave transmitida principalmente pela picada de flebotomíneo, configurando-se como um problema de saúde pública. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de casos de LV notificados no Maranhão em uma série histórica de 10 anos (2013 a 2022). Metodologia: Estudo epidemiológico descritivo com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), com a força de morbidade sendo avaliada pela Taxa de Incidência Anual (IA) por 100 mil habitantes. Resultados: Foram registrados 5.581 casos de LV e a IA oscilou no período, atingindo pico em 2017 (11,33/100 mil hab.) e menor registro em 2021 (4,17/100 mil hab.). Houve predomínio de acometimento no sexo masculino (66,10%), na raça/cor parda (77,10%), na faixa etária de 0 a 4 anos (42,41%). A coinfecção LV-HIV esteve presente em 12,29% dos casos. O critério laboratorial confirmou 82,12% dos diagnósticos e a evolução para cura ocorreu em 64,07%, enquanto a letalidade por LV atingiu 7,49%. Conclusão: LV afeta desproporcionalmente crianças em idade pré-escolar e homens, apresentando expressiva taxa de coinfecção por HIV e letalidade relevante no estado. Os achados fornecem subsídios para o direcionamento de ações de vigilância e controle em grupos vulneráveis.
Palavras-chave: leishmaniose visceral; epidemiologia; perfil epidemiológico; incidência; notificação compulsória.
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