Sustentabilidade intergeracional do direito à saúde no tema 1.234 do Supremo Tribunal Federal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24302/acaddir.v8.6381

Palavras-chave:

direito à saúde, intertemporalidade dos direitos fundamentais, justiça intergeracional , principio da sustentabilidade, supremo tribunal federal

Resumo

Tendo em vista que a saúde é um direito fundamental e a necessidade de sua garantia para as futuras gerações, este trabalho tem como objetivo estudar a sustentabilidade do direito à saúde como um princípio da justiça intergeracional, a partir de uma análise dos elementos que asseguram a intertemporalidade desse direito, identificados no julgamento do Recurso Extraordinário 1.366.243, do Supremo Tribunal Federal, o qual se caracteriza como um dos principais precedentes sobre o tema desde a STA 175. Nesse sentido, questiona-se: quais são os elementos identificáveis no julgamento do Recurso Extraordinário 1.366.243, do Supremo Tribunal Federal, que buscam garantir a intertemporalidade do direito à saúde? Para tanto, utiliza-se o método dedutivo e a técnica de pesquisa bibliográfica e jurisprudencial. Inicialmente, aborda-se a sustentabilidade do direito à saúde como um princípio da justiça intergeracional. Em seguida, analisam-se os elementos que garantem a intertemporalidade desse direito, conforme identificados no referido julgamento. Este estudo destaca sua importância ao buscar consolidar uma abordagem que integre a intertemporalidade dos direitos fundamentais, associando-a aos princípios da sustentabilidade, à proteção do direito à saúde e à preservação do sistema público de saúde, com foco tanto nas gerações atuais quanto nas futuras.

Biografia do Autor

  • Anderson Carlos Bosa, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

    Advogado. Graduado em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul -UNISC. Doutorando e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Sociais e Políticas Públicas da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC (Santa Cruz do Sul-RS, Brasil). Bolsista PROSUC/CAPES. Integrante do Grupo de pesquisa "Jurisdição Constitucional aberta: uma proposta de discussão da legitimidade e dos limites da jurisdição constitucional - instrumentos teóricos e práticos". 

  • Mônia Clarissa Henig Leal , Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

    Pós-Doutorado na Ruprecht-Karls Universität Heidelberg (Alemanha) e Doutorado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, com pesquisas realizadas junto à Ruprecht-Karls Universität Heidelberg, na Alemanha. Coordenadora e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito – Mestrado e Doutorado da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, onde ministra as disciplinas de Jurisdição Constitucional e de Controle Jurisdicional de Políticas Públicas, respectivamente. Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Jurisdição Constitucional aberta”, vinculado ao CNPq. Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul – FAPERGS (2014-2019).

     

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Publicado

2026-08-10

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

BOSA, Anderson Carlos; LEAL , Mônia Clarissa Henig. Sustentabilidade intergeracional do direito à saúde no tema 1.234 do Supremo Tribunal Federal. Academia de Direito, [S. l.], v. 8, p. 142–161, 2026. DOI: 10.24302/acaddir.v8.6381. Disponível em: https://periodicos.unc.br/index.php/acaddir/article/view/6381. Acesso em: 12 ago. 2026.