Análise da comunicação de órgãos ambientais no Instagram: uma contribuição para pensar a divulgação científica

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DOI:

https://doi.org/10.24302/agora.v31.6288

Resumo

A divulgação científica busca tornar o conhecimento científico compreensível para públicos amplos, utilizando linguagens acessíveis em canais diversos. A comunicação de instituições públicas com foco ambiental, através de estratégias de divulgação científica, pode colaborar na promoção da educação ambiental. Neste estudo, objetivou-se diagnosticar as postagens no Instagram de três órgãos estaduais de meio ambiente: Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM) do Rio Grande do Sul, Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) da Bahia. Através de Análise de Conteúdo, as postagens do ano de 2024 foram analisadas quanto a linguagens, mensagens e formatos dos posts. Identificaram-se 135 posts no perfil da FEPAM, 278 no do IAT e 300 no do INEMA. Constatou-se prevalência geral da linguagem acessível, embora maior presença de termos técnicos nas postagens da FEPAM. Quanto aos formatos, predominou o uso do carrossel. Nos três perfis, foram mais frequentes as postagens reforçando a imagem institucional, com conteúdos de eventos e atividades, e também as relacionadas a ações de gestão e transparência. Os conteúdos associados à divulgação científica e educação ambiental apareceram em terceiro lugar, com significativo destaque do INEMA. Esses e outros resultados indicam a necessidade de ampliação da divulgação voltada à conscientização ambiental, em formatos atrativos e linguagem acessível ao grande público, para fortalecer o cumprimento do papel social dos órgãos ambientais estudados.

 Palavras-chave: divulgação científica; educação ambiental; comunicação de instituições públicas; redes sociais digitais, análise de conteúdo.

Biografia do Autor

  • Maria Antônia Gatto Umpierre Jorge, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC, na Divisão de Laboratórios da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler - FEPAM. Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Brasil

  • Fabiane Sgorla, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    Graduada em Comunicação Social - Relações Públicas e em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria. Doutora em Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Brasil.

  • Eloisa Beling Loose, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    Graduada em Comunicação Social - habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná - UFPR. Doutora em Comunicação pela UFRGS. Professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Brasil.

  • Katia Helena Lipp-Nissinen, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM)

    Graduada em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciências Biológicas, área de concentração em Botânica pela UFRGS. PhD em Biologia Celular e Molecular pela University of Manchester, Inglaterra, Reino Unido. Analista Ambiental - Bióloga da Divisão de Laboratórios, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler - FEPAM. Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Brasil.

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Publicado

2026-08-10

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

JORGE, Maria Antônia Gatto Umpierre; SGORLA, Fabiane; LOOSE, Eloisa Beling; LIPP-NISSINEN, Katia Helena. Análise da comunicação de órgãos ambientais no Instagram: uma contribuição para pensar a divulgação científica. Ágora : revista de divulgação científica, [S. l.], v. 31, p. 99–118, 2026. DOI: 10.24302/agora.v31.6288. Disponível em: https://periodicos.unc.br/index.php/agora/article/view/6288. Acesso em: 12 ago. 2026.