Fórmulas emagrecedoras irregulares no Brasil e seus impactos sanitários
DOI:
https://doi.org/10.24302/sma.v15.6221Resumo
A crescente prevalência da obesidade impulsiona a procura por tratamentos acessíveis e de baixo custo que prometem resultados rápidos e eficazes, favorecendo a ampla expansão da comercialização de fórmulas emagrecedoras com apelo natural, especialmente na internet. Este estudo teve como objetivo caracterizar emagrecedores irregulares identificados pelo órgão de fiscalização, discutindo aspectos regulatórios, farmacêuticos e de segurança. Trata-se de uma pesquisa descritiva baseada em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com análises quantitativas e qualitativas, complementadas por consultas a fontes online. Foram levantados 274 produtos irregulares entre 2020 e 2025, majoritariamente fitoterápicos e suplementos alimentares, cujas denominações frequentemente incluíam os termos slim, fit ou chá. A análise de dez produtos selecionados revelou formulações com 1 a 45 componentes, totalizando 60 espécies vegetais distintas na subamostra, além de inconsistências nas informações técnicas e predominância de empresas desconhecidas ou não identificadas. Concluiu-se que, embora muitos dos componentes declarados possam apresentar benefícios quando utilizados adequadamente e sob supervisão profissional, torna-se fundamental avaliar a composição, a procedência e a conformidade regulatória desses produtos. Emagrecedores em situação irregular, de baixa qualidade e com potencial para causar efeitos adversos representam graves riscos à saúde do consumidor, reforçando a necessidade do uso racional e do fortalecimento das ações de fiscalização.
Palavras-chave: emagrecedores; agravo à saúde; vigilância sanitária.
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